Produção de semente é mais rentável
A produção de sementes de café, mesmo com mais exigências e cuidados especiais, é mais rentável que a de grãos para bebida, afirma o produtor Márcio Suguiura. As sementes produzidas no sítio abastecem o Paraná. Além da produção comercial, a propriedade faz parte do grupo de multiplicação das sementes desenvolvidas pelo Iapar.
Márcio explica que após colhidos os grãos para sementes seguem direto para a máquina que retira a casca (o despolpador). Depois, vão para o tanque degomador que, como o próprio nome sugere, retira a goma da semente. Neste local, permanece por 12 horas numa mistura de água e desinfetante (à base de hipoclorito de sódio). O caminho seguinte é a secagem em salas cobertas e bem arejadas. Os grãos para plantio não podem ser secados ao sol, pois o calor afeta a capacidade de germinação.
''O tempo de secagem varia de acordo com o clima, a umidade relativa do ar, entre outros. Pode durar até uma semana'', informa a técnica da Emater, Joana D'Arc. As sementes são acomodadas em embalagens de papel quando atingem a umidade ideal que, neste caso, é de 15%. ''Grãos para o consumo a umidade é menor, de 12% a 13%'', completa Márcio Suguiura. O local de armazenamento das sementes tem as paredes forradas com isopor garantindo temperatura mais baixa que a do ambiente externo. ''É para manter a umidade do café e garantir o potencial germinativo da semente'', explica.
Uma curiosidade: cada uma das partes do grão do café corresponde a uma semente. Elas são chamadas de dubra. (C.G.)





