Produção de orgânicos não atende demanda
Apesar do número crescente de demanda, a produção de orgânicos na região de Londrina ainda é muito pequena. Dados repassados pelo técnico da Emater, Paulo Roberto Mrtvi, representante regional da atividade, as culturas orgânicas se concentram na produção de café. Há uma única área de 4 hectares (ha) já com selo de certificação. Outros 34 produtores, do Distrito de Lerroville, estão em processo de conversão. A área total é de 250 ha com uma produção anual de 1,5 mil sacas.
Na produção de hortaliças o número é ainda menor e, Londrina, de acordo com Mrtvi, conta apenas com a área de conversão de 4,8 ha das irmãs Lucivana, Érica e Márcia. A produção estimada é de 20 mil quilos/ha/ano. Na região são computadas a área de Leandro Ribeirete, em Ibiporã, e de outros dois produtores de morango em Tamarana e Cambé.
O principal entrave para a ampliação da área, na opinião do representante regional de agricultura orgânica, é a concentração das culturas de commodities da região. Ele acredita que a demanda promovida pela ''geração saúde'', poderá incentivar essas outras formas de produção. Ele cita ainda a necessidade de uma melhor divulgação da importância da agricultura orgânica para a sa© úde do meio ambiente. O aumento da atividade, segundo ele depende ainda de parcerias entre empresas públicas e privadas. A boa notícia é que elas já estão sendo formadas. ''Só a ação do governo não muda a realidade'', enfatiza.
Para o Estado, de acordo com Mrtvi, cabe o papel de oferecer suporte para a introdução ou ampliação das áreas de cultivo, como a oferta das linhas de crédito. ''Não temos funcionários específicos para a assitência técnica. Aí entrariam os parceiros'', sugere. Mrtvi cita trabalhos em andamento, como os executados pelo Institutos Maytenus, Fundação Mokiti Okada, Agroecol, Iapar e Embrapa. ''São instituições que organizam e treinam grupos de produtores''.(C.G.)





