Alfredo Benatto, diretor do Lacen, diz que os produtores precisam se conscientizar da necessidade de redução de agrotóxicos ou perderão mercado. ''A quantidade de venenos assusta. A solução é que o consumidor comece a se alimentar de alimentos orgânicos'', sugere.
Essa medida é considerada inviável para alimentar a população das grandes cidades, segundo o especialista em horticultura da Emater, Paulo César Hidalgo, coordenador do Projeto Hortinorte, que visa reduzir gradualmente o uso de agroquímicos nas lavouras convencionais do Norte e do Noroeste do Estado. ''O orgânico é bom sim, e eu também prefiro quando encontro. Mas tecnicamente falando, é impossível garantir o abastecimento do mercado somente com orgânicos. A produção ainda é inexpressiva, porque é uma coisa nova no País e ainda conta com pouca tecnologia'', afirma Hidalgo.
Em sua área de atuação, por exemplo, há 1.700 produtores de tomate (a principal cultura), dos quais apenas 20 (1,1%) são orgânicos. As lavouras orgânicas ficam em Maringá, Barbosa Ferraz e Marilândia do Sul. ''Ao invés de criar alarmismo, estamos buscando mudar a mentalidade do produtor para que ele cultive cada vez com menos agrotóxico, mas não deixe a atividade. Caso contrário, o abastecimento fica comprometido e os preços sobem'', alerta o agrônomo. (J.K.)

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