Produção de leite exige organização
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sábado, 05 de janeiro de 2002
Cristina Côrtes 
Esta é a avaliação de Jorge Rubez, presidente da Associação Leite Brasil, analisando o ano que passou e as perspectivas do setor para 2002. Segundo Hubez, 2001 deixou uma lição muito clara: a desorganização dos produtores. Os motivos na sua opinião são vários: dimensão do país, diferentes interesses regionais, muitos vendedores e poucos compradores, crise do cooperativismo. Mais nenhum deles pode continuar sendo o motivo de nossa desunião, destaca.
Apesar do gigantismo da atividade que, segundo Hubez, em geração de emprego só perde para o da construção civil, a pecuária leiteira ainda continua em fase de aprendizado.
Vitória
Na retrospectiva feita por Hubez, a pecuária leiteira no Brasil comemorou uma vitória histórica no início de 2001: a imporsição de direitos antidumping nos produtos lácteos importados. Todos os produtores esperavam que este mecanismo permitisse a recuperação de renda do produtor pelo impacto que teria na redução das importações.As importações caíram 50%, mas bastou algumas indústrias suspenderem as compras de leite numa importante bacia leiteira para mostrar a fragilidade da cadeia e forçar a queda de preços em plena entressafra, argumenta.
O produtor e líder da categoria avalia que o ano que passou também foi marcado pelo surgimento das CPIs nos principais estados produtores decorrente dos protestos e do descontentamento do setor. Apesar das comissões terem se desviado dos seus objetivos iniciais, tiveram alguns méritos e produziram bons frutos, informa. Uma das grandes decisões apontadas por Hubez foi a criação de uma CPI Nacional que terá o objetivo de reiniciar o processo de discussão com base nas experiências dos fóruns regionais. Já existem dois assuntos em pauta para 2002, a formação de cartel por algumas indústrias de laticínios e o excesso de exigências por parte dos supermercados em relação a seus fornecedores, afirma.


