Produção de leite é controlada na Itália
Na Itália, a produção de leite é controlada para evitar a superprodução. Mesmo tendo potencial técnico para ser autosuficiente na produção de leite e derivados, os criadores reduziram a produção em 30% entre 1988 e 1989. Essa redução faz parte da negociação com a Comunidade Econômica Européia (CEE), que passou a controlar produção e mercado na Europa.
Com isso, a Itália está produzindo hoje 100 milhões de litros de leite por ano, que corresponde a 50% de seu consumo. O restante importa da Holanda, França e Alemanha. Quem não cumprir a cota, é multado em 75% do valor do leite produzido. Apesar de reduzir a produção, os produtores não reduziram a tecnologia na produção que influencia na fabricação dos derivados. A Itália é conhecida por produzir o melhor queijo parmezão do mundo.
Os produtores italianos acham um absurdo a negociação com a CEE, mas aceitaram cumprir as regras. Segundo eles, os acordos da CEE têm vantagens e desvantagens para todos os países.
Uma das preocupações dos produtores italianos é com os altos custos da mão-de-obra. Na Itália, as fazendas trabalham com funcionários que recebem o equivalente a R$ 1.700,00 por mês. Com os custos sociais, esse valor dobra e vai a R$ 3.500,00 por mês. Um gerente de fazenda pode ganhar entre R$ 4 mil e R$ 5 mil por mês, porque substitui o dono da fazenda, que geralmente se dedica a um empreendimento industrial para obter recursos extra-atividade rural.
Após constatar que os agricultores na Europa utilizam toda a tecnologia disponível, mesmo com adversidades que elevam o custo de produção, os produtores do Paraná estão mais convencidos que essa é a tendência que deve ser seguida. (V.C)





