A Prefeitura de Águas de Lindóia, a 170 quilômetros de São Paulo, firmou convênio com as Faculdades Oswaldo Cruz, de São Paulo, para incentivar a produção e o beneficiamento de ervas medicinais na região. O objetivo é produzir material com certificado de qualidade, para abastecer as indústrias do País. O plantio começa este mês e a previsão é colher 15 mil toneladas em um ano.
Quatro produtores já confirmaram participação no projeto. Eles receberão assessoria tecnológica para o cultivo e beneficiamento das plantas e ficarão com todo o lucro das vendas. O produto final será vendido à distribuidora Cicloervas, por R$1,00 o quilo. A fitoterapia é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde.
‘‘O Brasil tem uma flora muito rica, mas as plantas medicinais não são exploradas de maneira adequada’’, explica o superintendente das Faculdades Oswaldo Cruz, Carlos Eduardo Quirino. Segundo ele, ocorrem falhas no processo de cultivo e beneficiamento. ‘‘Por isso, os laboratórios nacionais importam o produto da China, Itália e Alemanha, que emitem laudos de qualidade.’’
PóloA idéia, segundo Quirino, é transformar Águas de Lindóia num pólo produtor de ervas medicinais. ‘‘O clima e o solo ajudam’’. Segundo ele, as plantas serão analisadas pelo laboratório de fitoterapia da instituição. ‘‘Vamos seguir os padrões internacionais’’, afirma. Na primeira experiência, numa fazenda de café, serão cultivadas melissa, milflores, capim-cidrão e menta.

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