Produção da vespinha ainda é insuficiente
O Centro Nacional de Pesquisa de Soja (CNPSo) da Embrapa, produz anualmente um milhão e meio de vespinhas, número insuficiente para atender a demanda que vem crescendo nos últimos anos.
Segundo a pesquisadora Beatriz Spalding Corrêa Ferreira, o controle do percevejo da soja por Trissolcus basalis, a popular vespinha, começou a ser pesquisado em 79 e em 1991 foi iniciada a difusão da tecnologia junto aos produtores.
O objetivo do trabalho da Embrapa não é ser a fornecedora de vespinhas para os produtores, mas assessorar os grupos interessados, para que eles mesmos possam fazer a multiplicação. Queremos criar pólos de multiplicação em todo o Estado. Atualmente já existem laboratórios multiplicando vespinha nos municípios de Campo Mourão, Medianeira, Mamborê e Capanema, informou Beatriz.
A vespinha se desenvolve nos ovos dos percevejos, e normalmente aparece no campo quando os percevejos começam a surgir, só que em pequenas populações, devido ao uso de veneno para combater outras pragas. A pesquisadora explica que para a vespinha ser eficiente no campo, o controle da lagarta que ocorre antes também tem que ser feito com produtos que não afetem os inimigos naturais.
A liberação das vespinhas é feita através de cartelas que contém os ovos. São recomendadas 5 mil vespinhas por hectare. Elas se multiplicarão a cada 10 dias e migrarão para áreas próximas. Mesmo após a liberação destes parasitóides é necessário o acompanhamento da população de percevejos, com o pano-de-batida.(C.C.)





