Vânia Casado
Em Guarapuava o cultivo de flores começa a se destacar na economia do município. O projeto iniciou timidamente há 5 anos, entre os cooperados da Cooperativa Agrária, de Entre Rios, e hoje movimenta em torno de R$11,5 milhões por ano, conforme atesta o relatório final sobre Valor Bruto da Produção (VBP) divulgado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento para a safra 97/98. São 26 produtores que se dedicam à atividade. Amaior parte são mulheres, esposas dos produtores rurais. Cerca de 56 itens, entre flor de corte, de vaso e forração, são produzidos no município.
Para a engenheira-agrônoma responsável pelo projeto na cooperativa, Sueli Karling, o clima e a altitude de 1.200 metros, em Guarapuava, são fatores propícios ao cultivo de flores em estufas. Hoje, são cerca de 46.000 metros quadrados de estufas, em que são cultivadas flores de corte como rosa, cravo, crisântemo, mosquitinho, e de vaso, como violetas. A atividade está atraindo a atenção de distribuidoras, que antes se deslocavam para outros Estados à procura dos produtos.
Segundo Karling, os produtores entregam a produção para 29 clientes. Destes, 14 são distribuidores que levam a produção para as floriculturas num raio de 300 quilômetros. Já as flores mais nobres, de valor agregado maior, como lírios, astroemérea, gérbera, mosquitinho e cravo, são destinadas a mercados mais distantes como Rio Grande do Sul e São Paulo, onde as flores têm preço melhor e o custo do frete aéreo compensa para o setor.
A grande preocupação da técnica é garantir a frequência na entrega da produção e a oferta de todos os produtos de floricultura, para evitar que as flores distribuídas se desloquem para outros Estados. ‘‘Se faltar apenas um iten de floricultura, a distribuidora deixa de vir aqui e compra tudo o que precisa em outro Estado’’, explicou. Daí o esforço em profissionalizar a atividade, para que as necessidades dos distribuidores sejam plenamente atendidas, acrescentou. Para Sueli Karling, o mercado de flores é bom. Mas lamenta que o produto chega muito caro ao consumidor final. O aumento do consumo passa pela redução dos preços, afirma. Ressalta, no entanto, que a comercialização da produção respeita as margens de rentabilidade de toda a cadeia. Ela faz questão de manter preços diferenciados para distribuidoras, floriculturas e consumidor final.

mockup