Produção científica ultrapassa limites da universidade
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sábado, 20 de outubro de 2007
Raquel de Carvalho<br> Reportagem Local 
Produção científica efervescente, profissionais que se destacam em empresas e instituições no Brasil e reconhecimento internacional são ganhos acumulados pelo curso de agronomia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que em 2007 completa 30 anos. Nesse período, 1.395 engenheiros agrônomos foram colocados no mercado de trabalho, duas extensões foram levadas a Umuarama (que neste ano forma 27 profissionais em agronomia) e Cidade Gaúcha (curso de engenharia agrícola) e implantados cursos de mestrado e doutorado. O curso recebeu nota 5,0 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes) divulgada esta semana (a nota máxima é 7,0).
Segundo José Gilberto Catunda Sales, chefe de departamento, o curso de agronomia é um dos poucos que oferecem mestrado e doutorado na UEM. Atualmente, 39 alunos estão matriculados no mestrado e 56 no doutorado. ''Nos cinco anos de implantação foram produzidas 235 dissertações de mestrado e 50 teses de doutorado'', diz Sales. A universidade oferece pós-graduação em produção vegetal e genética e melhoramento.
O curso de agronomia é um dos mais procurados da UEM. ''Isso é reflexo da importância do agronegócio para o País'', afirma o professor Humberto Silva Santos. Mas a excelência da graduação e pós-graduação também abre importantes caminhos para a universidade. ''Hoje o curso tem condições de disputar com qualquer instituição recursos expressivos disponíveis em financiadoras de projetos'', diz o professor Pedro Soares Vidigal Filho, citando a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Fundação Araucária e Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) como principais parceiros.
Aos 30 anos, o curso de agronomia tem um respeitável patrimônio em recursos humanos. No corpo docente há 42 doutores, 1 mestre e com 6 professores com pós-doutorado.
''Uma aula ministrada numa das salas da UEM tem repercussão na agricultura desenvolvida nos estados do Mato Grosso, Tocantins e oeste da Bahia'', diz Vidigal. Segundo o professor Sales, os egressos da universidade hoje trabalham em várias regiões do Brasil. ''A pró-reitora de pós-graduação da Universidade Estadual do Mato Grosso se formou na UEM; e existem ex-alunos atuando como dirigentes industriais e de cooperativas, na política, em empresas públicas e privadas'', enumera o chefe de departamento.
A produção do curso de agronomia fornece tecnologias para o avanço da agricultura no país. O exemplo mais conhecido é a stévia, planta que hoje é uma importante alternativa para a fabricação de adoçantes. A planta foi pesquisada na UEM e hoje é cultivada e industrializada pela iniciativa privada.
''Graças à pesquisa o feijão que tinha uma produtividade de 800 quilos por hectare hoje alcança os 2 mil quilos por hectare'', diz a professora Maria Celeste Gonçalves Vidigial, coordenadora da pós-graduação em genética e melhoramento.
A relação com a comunidade é uma via de mão dupla. A sociedade se beneficia com o conhecimento gerado na instituição e apóia o desenvolvimento das pesquisas. A UEM mantém parcerias com a Massey Ferguson, indústria de máquinas e implementos, e com a Schneider, fabricantes de equipamentos para irrigação, entre outras.


