Processo de secagem exige melhorias
Com a queda na produção da camomila, os produtores de Mandirituba temem dificuldades para a safra do próximo ano, pois o estoque de sementes ficou bastante comprometido. Mas, segundo o técnico Orlando Assis, a expansão do setor depende de uma reestruturação de todo o sistema de produção. ''Não há boa qualidade no produto ofertado. Precisamos corrigir a produção do manejo ao processo de secagem. O setor é otimista, as pessoas buscam cada vez mais uma vida saudável e a prevenção natural de doenças'', destaca.
Na secagem, o sistema mais usual é o bandejão. ''A secagem já inicia com temperatura elevada demais e no bandejão não é possível controlar o calor o que pode volatizar as propriedades da erva'', avalia Assis. Ele reforça o empenho da Emater junto aos produtores em busca de melhorias na produção. Uma das metas é a conversão para o cultivo agroecológico, ''conservando maior concentração de princípios ativos e ácidos das plantas'', afirma.
Já o coordenador estadual da atividade, Cirino Corrêia Júnior, não classifica a secagem inadequada como o principal gargalo da atividade, pois já não atinge todo o Estado. ''O grande problema do setor é a oferta de mercado que opta por comprar produtos de baixa qualidade, misto (caule e folhas), visando o menor preço. O princípio ativo, na maioria dos casos, está na folha, e não nos galhos'', pondera.
''Teve um comprador que ligou pedindo espinheira-santa falsa, que custa R$ 2,50 o quilo, quando o preço da folha é R$ 8,00 e da mista R$ 5,00. A gente se dedica ao cultivo, se organiza e produz com qualidade, mas muita gente não quer pagar por isso. O comércio é desleal com o agricultor'', lamenta o produtor e empresário Stefano Dranka. (F.G.)





