Segundo artigo dos pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos (Cenargem), Eugen Gander e Lucília Marcellino, para obter uma planta transgênica são necessários um gene de interesse; uma técnica para transformar células vegetais através da introdução do gene de interesse, e uma técnica para regenerar, a partir de uma só célula transformada, uma planta inteira.
Após esta última etapa, tem-se uma planta transgênica, porque ela contém, além dos genes naturais, um gene adicional proveniente de um outro organismo, que pode ser uma planta, uma bactéria ou um animal. A primeira planta transgênica era de fumo, em 1983, para resistência ao antibiótico canamicina. O isolamento de genes, é uma técnica dominada pela ciência. A etapa seguinte para obtenção de plantas transgênicas é a inserção do gene isolado em células vegetais.
Algumas estratégias para alcançar esse objetivo: o uso da agrobactéria, com introdução de genes de interesse na célula vegetal; a transferência direta de genes na célula vegetal, sem a agrobactéria, pela biobalística (feita com microprojéteis de metal, cobertos com genes de interesse), e a eletroporação de protoplastos e células vegetais, através de choque elétrico de alta voltagem, com as soluções que contém os genes a serem transferidos na membrana celular.
Uma vez inserido o gene na célula vegetal, por um desses métodos, esta célula (ou grupos delas) é estimulada a gerar uma planta inteira transformada.

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