DIAGNÓSTICO

Atual quadro exige mudança urgente, sob pena da redução de área de plantio na próxima safra, como advertem dirigentes de cooperativas

- Falta de política agrícola para o trigo; o País não consegue definir o que pretende com o abastecimento, grau de prioridade e acaba deixando tudo para última hora;
- Logística ineficiente, fala de infra-estruura nas rodovias, ferrovias e terminais portuários;
- Alto custo de produção: não há referências para reajuste dos fatores de produção;
- Perda do poder de barganha na relação saca de trigo x insumos agrícolas;
- Defasagem constante do preço recebido pela matéria-prima; ausência de fator de referência para correção de preços;
- Nesta safra, preço abaixo do valor mínimo;
- Concorrência predatória do produto importado da Argentina;
- Criação de um programa de qualidade junto ao produtor;
- Melhor difusão das variedades para que o produtor defina que tipo de farinha a indústria terá com a matéria-prima que vai colher.


SOLUÇÕES EMERGENCIAIS

- Garantia de preço mínimo para a safra de 2005;
- Definir as regras da safra 2005 com antecedência para que os produtores tenham tempo para planejar a atividade;
- Prorrogar o vencimento das três primeiras parcelas de custeio do trigo;
- Realizar novos contratos de opção de compra com vencimento no início de 2005;
- Disponibilizar navios de diversas bandeiras para a realização da cabotagem (transporte entre portos);
- Discutir o mais rápido possível alternativas para o seguro;
- Abertura do diálogo entre órgãos do governo e produtores; o governo tem que conhecer a realidade atual e definir sua participação.

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