Pesquisadores da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, SP, estão desenvolvendo uma nova variedade de minimilho, que em breve estará no mercado. Os pesquisadores afirmam que a variedade brasileira tem algumas vantagens em relação às importadas.
Hoje, o minimilho é produzido a partir de sementes comuns de milho, só que colhidas no momento da polinização, quando as espiguinhas estão ainda imaturas. A nova variedade, com nome provisório de curumim, dado em homenagem aos índios, ‘‘já que foi selecionada a partir de uma população de pipoca indígena’’, é a primeira desenvolvida no Brasil e é a única que produz três espigas por planta, além de ser mais doce.
A semente mais comum produz apenas uma espiga. Com isso, os pesquisadores acreditam que a produtividade será bem maior. A curumim, tendo sido selecionada para produzir espigas ‘‘notadamente mais curtas, que permanecem mais tempo no ponto comercial’’, diminuindo as perdas do produtor. E, por ser mais barata que a importada, a variedade brasileira diminuirá os custos de produção. Devido a isso, o minimilho chegará às prateleiras dos supermercados a preço mais baixo.

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