Vasos de flores repletos de botões. Serviços de raleamento e replantio em ritmo acelerado. Esse é o ritmo de trabalho nas 37 estufas de flores da Agro-Flores, em Uniflor (49 km ao norte de Maringá), para atender o mercado do Dia de Finados. A expectativa é de comercializar 50 mil vasos.
O que era para ser uma opção de diversificação na propriedade de 10 alqueires, se transformou na principal fonte de renda da família do produtor João Ferreira, de seus três filhos e um genro, sócios no empreendimento. A produção tem 10 anos de vida e já se tornou uma empresa que consegue atender boa parte da demanda de flores em vasos nas regiões Noroeste e Norte do Estado.
A idéia de investir no cultivo de flores, segundo Luís Carlos da Silva, um dos filhos do produtor, foi de um irmão já falecido que trabalhava na atividade no estado de São Paulo. ''A agricultura estava muito difícil. As lavouras de milho e algodão não nos sustentavam, era preciso diversificar'', justifica. O investimento inicial foi em uma pequena estufa de 150 metros quadrados.
Hoje a produção ocupa 2 alqueires do sítio entre estufas e barracões de embalagens dos vasos. A produção semanal é de 3 mil vasos de crisântemos, gérberas, lírios, kalanchoe, ciclame, lírio da paz e impatiens. Nos períodos de datas festivas como dia das mães e dia dos pais, há um reforço na produção pelo aumento da demanda. ''Finados é o melhor período de venda'', revela.
Luís Carlos não revela números, mas mostra satisfação com a atividade. O custo médio por vaso é R$ 1,80. O preço de venda varia de acordo com a região, pois são computados os valores de frete. Dos sócios, apenas dois não atuam diretamente na atividade. Assim, definiram um salário para os que cuidam da produção. Os lucros, segundo ele, estão sendo investidos em melhorias e na ampliação de estufas. Este ano os investimentos foram de R$ 100 mil. A produção de flores promove 20 empregos diretos, além de outras vagas para trabalhadores temporários, como nos períodos de raleamento de botões.
O principal desafio, para ele, é vencer a concorrência com as empresas do estado de São Paulo. ''Elas dominam o cultivo e possuem mais variedades de flores'', explica. Nesse páreo, as flores paranaenses não perdem em qualidade e, segundo Luís Carlos, têm a vantagem de chegar mais frescas e mais baratas no mercado. ''Percorremos distâncias menores, por isso temos frete mais barato'', garante.
Há muito espaço para o cultivo de flores na região. ''O mercado carece de outros tipos de flores. A produção de crisântemos já está saturada'', aconselha.

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