O mercado da soja teve uma semana de indefinições. Primeiro foi o impacto causado pela previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) que apontou uma safra bem menor. Por conta disso, na terça-feira, as cotações futuras encontraram suporte nos inesperados números do relatório mensal de oferta e demanda. Segundo o relatório, os EUA devem produzir 77,89 milhões de t contra a estimativa de 78,52 milhões de t.
Para se ter idéia do impacto, o mercado trabalhava com um número ao redor de 80 milhões de t.
No dia seguinte, para fazer realização de lucros, os grandes fundos de commodities entraram vendendo papéis e derrubando os preços na Bolsa de Chicago, a Chicago Board of Trade (CBOT) como se fora uma ressacada da agitação do dia anterior.
O mercado interno ainda teve a seu favor também a variável câmbio: dólar comercial fechou em R$ 3,027/3,030; paralelo, R$ 2,970/3,020 e Turismo R$ 2,940/3,080. Apesar disso, os preços não aumentaram tanto no mercado de lotes (veja gráfico, baseado nos preços praticados em várias praças).
O ponto negativo foi a redução dos prêmios no Porto limitando os ganhos internos. No Porto de Paranaguá o preço variou entre R$ 38,00 e R$ 38,50. No Noroeste, Norte e Oeste, o patamar foi R$ 35,00.
Na quarta-feira, o indicador de preços da soja Esalq, calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná, ficou em R$ 36,09/saca, alta de 3,03% no dia.

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