Prevenção é dever do produtor
Animais atingidos pela febre aftosa geralmente apresentam febre alta, muita salivação e vesículas (aftas) nos lábios, gengivas, língua e até em mamas e patas. Os sintomas, que podem durar até 10 dias, impossibilitam o bovídeo de se alimentar, o que causa emagrecimento e pode levar até à morte. Se não controlada, a doença pode dizimar criações inteiras de bovinos, suínos, ovinos e caprinos.
Edson Neme Ruiz, presidente da Sociedade Rural, conta que, antigamente, os animais doentes eram tratados, e não havia necessidade do abate. Hoje, além do risco de contaminação, o abate de todos os outros animais da mesma propriedade é realizado para cumprir normas internacionais.
A prevenção contra a doença é dever do produtor rural. ''Há uma legislação clara que atribui ao proprietário a responsabilidade de compra, aplicação e comprovação junto às secretarias de agricultura. O produtor deve ser o primeiro interessado na saúde de seus animais'', afirma Silmar Burer, secretário executivo do Conesa. O pecuarista que não comprovar a aplicação está sujeito a multa e às penalidades previstas em lei.
Segundo Ruiz, nenhum outro estado brasileiro conseguiu atingir o alto índice de vacinação do Paraná, de 98,8%. ''Além disso, foi realizado um trabalho de vacinação em reservas indígenas, assentamentos e nos outros locais onde, por desconhecimento ou por motivos economômicos, a aplicação não foi efetuada'', complementa. (A.I.)





