Preservação traz qualidade de vida ao produtor
A sustentabilidade nas propriedades rurais não tem apenas a capacidade de mudar a relação do homem com o meio ambiente, mas também de atingir toda a cadeia do agronegócio de maneira efetiva, atingindo o consumidor e gerando melhores resultados econômicos. Exemplos que podem ser vistos na região de Maringá e demonstram a força do tema da exposição agropecuária deste ano.
A Associação de Produtores Orgânicos de Maringá (Pomar), que completa dez anos em 2014, é um destes casos. A entidade abrange 30 agricultores da cidade e dos municípios de Jandaia do Sul e Mandaguari. Apesar da maior dificuldade para produzir de forma sustentável - sem danos ao solo e contaminação da água os benefícios foram enormes ao longo dos anos. "A sustentabilidade trouxe mais qualidade de vida ao produtor. Antes muitos viviam sob o efeito dos agrotóxicos, sempre com uma dor de cabeça leve e sintomas de faringite, mostrando certa alergia aos produtos", explica o presidente da Pomar e produtor de folhosas de Maringá, Sérgio Suzuki.
Boa parte dos produtores comercializa os hortaliças na feira do produtor, mercado municipal e sacolões. A associação possui marca própria e é certificada por uma empresa terceirizada. O presidente, que produz atualmente por volta de 120 quilos de alface e 80 quilos de almeirão por semana, comenta que a sustentabilidade na propriedade fez com que os produtores adquirissem uma mentalidade diferente. "Somos conscientes da preservação das espécies e plantas em nossas propriedades. É claro que há dificuldades, como no manejo e falta de mão de obra, mas acredito que estamos no caminho certo", complementa o presidente da Pomar.
O produtor Roberto Suzuki, irmão e vizinho de cerca de Sérgio, ressalta que o cultivo de orgânicos é o "mercado do futuro". "Os consumidores estão se conscientizando cada vez mais, inclusive porque eles sabem que preservamos a natureza. Estou há dez anos na atividade e estou certo que vale a pena: não colocamos a nossa saúde em risco e não gastamos com agrotóxicos", salienta.
Roberto, que produz alface, rúcula, almeirão, milho verde entre outros produtos, comenta que consegue em média 25% a mais pelas suas hortaliças em comparativo à convencional. "Nós dependemos da natureza como, por exemplo, do controle biológico dos pássaros, que precisam nos ajudar na lavoura." (V.L.)





