Nas semanas anteriores, orientamos as principais formas de preparo doméstico das plantas medicinais. Excluímos propositalmente as formas farmacêuticas de uso, que são as cápsulas, comprimidos, géis, gel-cremes, etc., por serem de uso exclusivo sob prescrição médica e já encontrados prontos nas farmácias e drogarias.
Devemos lembrar ainda, que o preparo das plantas medicinais, começa bem antes, seja no plantio, na identificação e na escolha correta. Algumas orientações básicas podem ser de grande utilidade:
- colher a planta preferencialmente pela manhã, após a evaporação do orvalho, com as mãos ou com instrumentos de aço inoxidável;
- colher somente o que vai ser utilizado, preservando a planta sempre que possível;
- secar as partes mais delicadas das plantas na sombra (folhas, flores e pequenas sementes) e no sol as partes mais grosseiras (cascas, raízes, frutos e sementes maiores), sempre protegendo-as de insetos e outras impurezas;
- guardar em sacos de papel pardo, sempre em local seco, ventilado e ao abrigo da luz;
- xaropes e chás, devem ser guardados em geladeira, ou outro local fresco;
- Não utilizar ervas que possuam mofo, fungos ou outras impurezas;
- Utilizar sempre que possível, utensílios de vidro, louça ou plástico para a manipulação e preparo de plantas medicinais.
Nesta semana, abordaremos a espinheira santa, planta medicinal nativa de nossa região, porém de uso pouco difundido, apesar de suas importantes e comprovadas atividades terapêuticas, e da elevada frequência dos distúrbios em que ela é utilizada. Sua principal vantagem em relação aos medicamentos de síntese, é a possibilidade de utilizá-la por longos períodos de tempo, sem o risco de desenvolver gastrite atrófica, efeito colateral relativamente comum em usuários destes medicamentos.
Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.

mockup