A fertilidade do solo é uma das prioridades para que o prejuízo da pecuária gaúcha se transforme em produção, qualidade, competitividade e lucro. Outros requisitos capazes de mudar a situação do agribusiness do Rio Grande do Sul são: melhorar os campos nativos, com aumento da oferta de espécies forrageiras, e fazer um correto manejo dos animais sobre as pastagens, durante o ano todo.
Atualmente, o Rio Grande do Sul perde R$ 500 milhões por ano somente com a pecuária. No verão, tudo bem, o gado engorda, se alimentando de pastasgens nativas que brotam naturalmente. O problema está no inverno, quando o frio paralisa o crescimento do campo e cada animal, apesar de custar mais caro nessa época, chega a perder uma média de 40 quilos. Todo ano este quadro de degradação atinge os 12 milhões de hectares de campo nativo e os 12 milhões de bovinos do Estado.
Com o objetivo de reverter esta situação é que a Monsanto do Brasil, com assessoria da Melhoramentos Assessoria e Marketing, de Passo Fundo, desenvolve o Projeto de Viabilização e Difusão de Manejo de Pastagens Nativas com Roundup nas Formações Campestres do RS. O trabalho começou há um ano e meio, com um mapeamento da situação da pecuária gaúcha.
Desde agosto do ano passado o projeto integra, na prática, o agribusiness do Estado. Participam do projeto pesquisadores, agroindústria e assistência técnica do Estado, além de dez produtores que possuem áreas demonstrativas em Bagé, Dom Pedrito, Jaguarão, Pelotas, Rio Pardo, Santana do Livramento, São Borja, São Gabriel, São Luiz Gonzaga e Uruguaiana.
AvaliaçõesAlém das visitas técnicas a cada propriedade, são realizados dias-de-campo e seminários, com discussão de pontos fracos e fortes de cada área implantada. O segundo e último ‘‘tour’’ de 96 foi realizado no início de dezembro nas estâncias em São Borja, São Luiz Gonzaga, Rio Pardo e no Centro de Pesquisa de Forrageiras da Fepagro, em São Gabriel.
Os participantes do projeto avaliaram o estabelecimento das forrageiras, bem como a oferta de pastagem durante todo o ano. A meta é renovar e melhorar o campo nativo, para que todos possam atingir um maior retorno sobre o investimento.
Durante os encontros são identificados os diferenciais competitivos com relação à concorrência na produção de carne bovina. É difundido também o plantio direto de espécies como aveia, azevém, cornichão e trevo branco como o mais adequado sistema de produção, sendo adaptado à realidade de cada propriedade. Os participantes do projeto afirmam que a tendência é de ganho para toda a cadeia produtiva, tendo, como consequência, maior qualidade e comopetitividade da carne no Mercosul, com vistas para toda a economia, cada vez mais globalizada.’’

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