Preocupação com risco de aftosa no Paraná
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sexta-feira, 22 de outubro de 2004
Reportagem Local 
No dia 27, quarta-feira, entidades da agropecuária da região vão se reunir no Sindicato Rural de Londrina para discutir assuntos da sanidade animal. O grupo matém discussão permanente sobre o assunto, mas no momento o que mais preocupa é a necessidade de uma vigilância maior com relação à sanidade, notadamente no caso da aftosa.
Durante a semana foram várias as manifestações de produtores. Eles querem maior mobilização dos Conselhos de Sanidade Agropecuária (CSA) que já tiveram um papel importante para mobilizar produtores e técnicos nas campanhas de vacinação. Isto não está ocorrendo, afirmam.
A preocupação desses pecuaristas é que está chegando a época de uma nova vacinação e os produtores ''não estão sentindo firmeza'' nos órgãos oficiais. Anos anteriores havia campanhas de conscientização e o envolvimento do governo e da iniciativa privada.
São bilhões que estão em jogo. Se aparecer um único foco no Paraná, vai para o lixo todo um trabalho de vários anos, ou pelo menos dos últimos cinco anos quando o Brasil começou a crescer no mercado internacional e as exigências também passaram a maiores; os importadores mais rigorosos.
Neste trabalho estiveram juntos o governo e várias entidades sérias como Faep, Ocepar, sindicatos rurais e socidades rurais. Seus dirigentes promoviam reuniões regionais motivacionais. Discutia-se estratégia da campanha.
Este trabalho precisa continuar, defendem os pecuaristas. Eles estão preocupados principalmente com pequenos produtores e regiões onde o nível de conscientização ''ainda precisa de uma força''. Os pecuaristas também lembram que até o ano passado pequenos criadores recebiam vacina de grança. Outros recebiam apoio do vizinho que tem um rebanho maior.
Hoje eles chamama a atenção para o seguinte: Se houver um único caso de aftosa a exportação se complica de vez. Um descuido (acidente) dessa gravidade acaba beneficiando o monopólio da compra da carne. Hoje o mercado está na mão de poucos frigoríficos é por esta razão que o mercado está péssimo com desestímulos que levam ao abate de matrizes novas, em plena vida reprodutiva útil.


