Enquanto a grande tecnologia empregada nos aviários garante a produção brasileira de franco de corte com os menores custos do mundo, o lucro cresce no bolso do produtor, que para aumentar a qualidade do plantel é estimulado através premiações.
A Big Frango é uma das empresas que buscam um plus na qualidade do produto brasileiro, oferecendo aos 620 avicultores integrados premiações semanais e anual.
A cada semana do mês, um grupo de integrados participa da reunião em que um técnico ou veterinário orienta sobre medidas que - numa atividade que envolve alta tecnologia - podem até parecer simples, mas que se refletem no sucesso da produção.
Para atrair o maior número de integrados às reuniões de orientações, a estratégia da empresa é premiar os que se destacam durante a semana nas categorias machos, fêmeas e mistos. Os que tiverem o melhor desempenho semanal ganham cestas de alimentos.
Anualmente, a Big Frango também premia um produtor de cada uma das 10 regiões em que a empresa atua. Eles concorrem em três categorias: pequeno produtor, com produção de até 20 mil aves, médio de 21 a 40 mil frangos e grande produtor, que produzem acima de 40 mil animais de corte.
Os prêmios são em dinheiro e o principal impacto observado tem sido a melhoria na produção.
''Qualquer tipo de premiação já é um estímulo. Tenho produtores que eram considerados ruins e que foram campeões quatro vezes consecutivas no prêmio simbólico que oferecemos semanalmente'', afirma o gerente de logística da Big Frango, Gilson Sossela, ressaltando que é grande a participação dos integrados nas reuniões de orientações técnicas.
O veterinário da Bib Frango, Rodrigo Brighim Slembarski, destaca que os encontros técnicos ao redor da premiação são importantes para os avicultores esclarecerem suas dúvidas.
''Ajuda o produtor a melhorar o manejo e o controle de vacinação. Fomos uma das primeiras empresas que conseguiram conscientizar os integrados sobre a importância de instalarem composteiras. Antes, quando uma ave morria, eles tinham o costume de jogar o frango morto em fossas, contaminando a água. Hoje, 100% dos nossos integrados utilizam o sistema de compostagem'', comenta Slembarski, acrescentando que, nas primeiras reuniões, a empresa mantinha uma lista de chamada para o controle de presença, mas que o grande interesse dos integrados pelo evento fez com que não houvesse necessidade desse registro de participação.

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