Prêmio Ruraltech, para inventores
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de abril de 2003
Alexandre Horner<br> Da PRpress 
A Ruraltech - Mostra Internacional de Tecnologias para o Agronegócio, vai premiar os autores de tecnologias para o desenvolvimento agropecuário. É o sexto ano que o evento ocorre na Exposição de Londrina. A intenção da Ruraltech é servir de interação entre pesquisadores/inventores e o mercado proporcionando acesso a novos conteúdos tecnológicos e oportunidades.
O evento consiste: a) Mostra competitiva de tecnologias inéditas que concorrem a prêmios, b) Uma programação técnica com três palestras e um painel, c) Exposição tecnológica com estandes dos parceiros da Associação de Desenvolvimento Tecnológico (Adetec), organizadora do Ruraltech.
Este ano a mostra competitiva recebeu 23 trabalhos, dos quais 12 foram pré-selecionados para a final. A apresentação destes trabalhos será atração durante a exposição.
Os trabalhos serão submetidos a uma comissão julgadora de acordo e concorrerão a prêmios, avaliados em R$ 15 mil. O coordenador do evento, Plínio Uchôa, diz que a entrega dos prêmios este ano está assegurada graças aos patrocinadores confirmados.
Para o 1º lugar, o prêmio é uma visita ao Taguspark - Parque de Ciência e Tecnologia de Lisboa. Os outros prêmios são uma viagem turística para o Nordeste (2.º lugar), um microcomputador e uma impressora (3º lugar), um microcomputador (4º lugar) e um palm top (5.º lugar). Os vencedores serão conhecidos até o final da feira.
No exterior - Trabalhos expostos na Ruraltech nos últimos anos estão se tornando cada vez mais conhecidos. Um exemplo é a pesquisa da ''Escala do Algodão'', de Celso Jamil Marur e Onaur Ruano, do Iapar, apresentada no início de março no Congresso Mundial do Algodão, na Cidade do Cabo, África do Sul. Não é à toa que o trabalho deles ficou com o 1º. lugar na Ruraltech do ano passado.
O trabalho ''Escala do Algodão: Sistema de Identificação de Estágios de Desenvolvimento do Algodoeiro'' permite definir com precisão a evolução da planta e o desenvolvimento de seus ramos.
Esta ''certificação'' pode unificar, até mesmo em nível mundial, a definição dos estágios de desenvolvimento da cultura entre os setores de pesquisa, produção e assistência técnica.
A adoção do código já extrapolou as fronteiras do Brasil. Agrônomos e pesquisadores dos Estados Unidos, Israel, África do Sul, Argentina e Colômbia já falam em utilizar a escala em seus países.


