Prejuízos não foram calculados
O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) ainda não tem um levantamento completo sobre as perdas causadas pela estiagem no Estado. Porém, segundo o agrônomo Otmar Hubner, algumas regiões já enfrentam prejuízos sérios. ''Francisco Beltrão, com estiagem acima de 20 dias, é uma delas'', aponta. De acordo com ele, na região Sudoeste do Estado, soja, milho e feijão das secas podem sofrer grandes perdas. ''A estiagem também pode atrapalhar o plantio do milho safrinha'', diz.
De acordo com Hubner, a previsão é que partir do dia 22 o tempo mude e ocorram pancadas de chuva em todo o Estado. ''Por enquanto, uma corrente de ar quente e seco está levando as frentes frias para o Nordeste. A tendência é que isso mude'', explica. Segundo ele, se chover até aquela data, o prejuízo no campo ainda pode ser contornado embora adiante que só será possível ter a estimativa correta depois que a colheita for feita. Segundo ele, o Norte do Paraná ainda não enfreta situação de risco com a seca.
Um levantamento mais completo sobre a situação da safra no Estado sairá na próxima quarta-feira. ''Porém, só teremos mesmo a real perspectiva no mês que vêm'', adianta Hubnet. Uma coisa é certa, segundo ele: se não chover até o final do mês, pode haver uma quebra significativa na safra paranaense.
O produtor Irineu Wessler, de Francisco Beltrão, que também cultiva milho em 18 alqueires de sua propriedade, calcula que já teve prejuízo de 70% na plantação. ''Se a seca continuar, pode chegar a 80%'', calcula. Na soja, que ele deixou de plantar este ano por causa do baixo rendimento da commoditie, a estimativa de Wessler sobre a quebra também é alta. ''A gente vê nos campos que a primeira camada da vagem já caiu. E a tendência é piorar se a seca se manter'', assinala.





