O município de Londrina tem quatro vilas rurais (Paiquerê, Lerrovile, Guairacá e Guaravera) num total de 160 famílias e mais uma unidade quase pronta em Irerê. Como havia a disponibilidade do recurso de fomento por parte do governo, a prefeitura tem feito apenas um trabalho de apoio nas áreas sociais, de saúde e educação dessas famílias em conjunto com outras entidades como a igreja, o que resolve apenas um problema imediato mas não representa a viabilização daquelas áreas.
Segundo o secretário de Agricultura de Londrina Nilson Ladeia quando foram planejadas essas vilas rurais o município tinha outra realidade. Havia a perspectiva de aumento das áreas de café que poderiam absorver a mão-de-obra que estaria disponível nessas vilas rurais num período de entressafra do milho e da soja, culturas que hoje demandam menos trabalho devido a mecanização.
‘‘Acontece que hoje a realidade é outra. O café sofreu com a geada e também com baixos preços de mercado, impedindo a contratação de mão-de-obra na lavoura, o que fez com que essas pessoas ficassem com poucas alternativas de ocupação de mão-de-obra na região,’’ disse o secretário. Ladeia acredita que esse ano, como há boas perspectivas de produção para o café (a colheita começa a partir de maio), deverá haver uma maior oferta de emprego.
Segundo Ladeia, como esses produtores não têm acesso ao crédito agrícola, a falta de recursos têm dificultado a implantação de culturas para subsistência das famílias. O plantio, além de servir para a subsistência dessas pessoas poderia dar condições de melhorias na qualidade de vida também. ‘‘Os recursos não representam a salvação dessas pessoas, a maioria antigos bóias-frias, mas serviriam de impulso para iniciar uma atividade produtivida dentro dos lotes.’’

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