As reclamações de Antonio Camilo são reforçadas pelo produtor Alessandro Della Nina que, além do sítio de 11 alqueires, cuida de outra propriedade de 20 alqueires cujo proprietário mora na região do ABC, em São Paulo. Nesta propriedade, há 15 dias, morreram três novilhas. ''A gente não tem veterinário para tratar do gado. Toda semana perde-se um animal'', contabiliza.
Os recursos que possuem, aponta Della Nina, são as casas de produtos agropecuários. ''Eles também não são especialistas e quando você descreve os sintomas do animal lhe dão cinco tipos de medicamentos na esperança que um deles resolva o problema'', diz. Na cidade há um médico veterinário da Secretaria Estadual de Agricultura, lembra o produtor, mas que cuida apenas das vistorias de fiscalização.
O profissional, segundo ele, esteve na propriedade quando ocorreram as mortes das novilhas e teria até coletado material para exame, além de pedir que enterrassem as carcaças. ''Olhar as crias mortas não resolve. É preciso evitar que elas morram'', opina. Sobre enterrar os animais mortos, Della Nina diz não ter tido tempo para isso. ''Cachorros e urubus cuidam do serviço''.
A topografia da região, como destaca o produtor, favorece a presença de morcegos e cobras que atacam constantemente o rebanho. Mas, no caso específico das três cabeças, ele garante que não foram essas as causas da morte. ''Quando há picada a gente vê sangramento, o gado é vacinado contra raiva'', justifica. (C.G.)

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