Basta bater o olho nos índices do Deral para ver o potencial de preços do tubérculo. No mês passado, a tonelada da mandioca industrial foi comercializada a R$ 550. Em maio de 2013, por exemplo, o valor era R$ 308,57, ou seja, em oito meses o crescimento foi de impressionantes 78,2% (veja o gráfico). Só como análise comparativa com anos anteriores, em 2012, a média da tonelada fechou em R$ 248,77 e, em 2011, R$ 225,70.
O pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) especializado na cultura da mandioca, Fábio Isaías Felipe, comenta que após a seca no Nordeste os compradores de farinha, fécula e do próprio tubérculo - principalmente da Bahia, Alagoas e Pernambuco - passaram a se abastecer com o produto do Centro-Sul, principalmente do Paraná e de São Paulo. "No Nordeste, o preço chegou a bater R$ 1 mil a tonelada. Vale dizer que naquela região, além da força no processamento, há também um grande apelo cultural pelo produto."
Apesar do verdadeiro "boom" de preços ter acontecido no ano passado, o pesquisador acredita que em 2014 os valores vão continuar interessantes para a cadeia. Felipe comenta que mesmo com o aumento na produção paranaense, o total cultivado no País ainda não será suficiente para atender a demanda industrial.
"É provável que o mercado continue aquecido, talvez os preços não permaneçam nos patamares do ano passado, mas ainda serão suficientes para remunerar bem os produtores na atividade." A expectativa é que os preços continuem bons no primeiro semestre, podendo sofrer mudanças mais abruptas a partir de junho, com a colheita da nova safra do Centro-Sul. (V.L.)

Imagem ilustrativa da imagem Preços disparam 78,2% em oito meses
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