Preços devem subir no segundo semestre
O coordenador do setor de Café do Departamento de Economia Rural (Deral) e coordenador Estadual da Câmara Setorial do Café, Paulo Franzini, explica que o recuo das cotações do café a partir do início do ano foi motivado pela crise financeira na Europa, que gerou insegurança nos mercados e afetou os preços das commodities em geral. Com a redução da safra norte americana, o café voltou a se recuperar nos meses de junho e julho. Nas principais regiões produtoras, a colheita atrasou e os cafés de maior qualidade apresentaram valorização.
''Os estoques mundiais estão baixos, o consumo é crescente e a produção não consegue atender a demanda. Mas, apesar do mercado estar equilibrado, o movimento dos preços não seguiu a tendência de alta esperada em função da insegurança financeira mundial'', argumenta Franzini. O consumo paranaense de café é de 3 milhões de sacas por ano e, portanto, a produção não é suficiente para cobrir a demanda interna.
Preocupados com os custos de colheita, parte dos cafeicultores paranaenses iniciou a venda da produção. Dados do Deral indicam que 19% da safra já está comercializada. A expectativa do Deral é de que no segundo semestre, os preços do café se recuperem. O presidente da Concenpp, Luiz Fernando de Andrade Leite, avalia que o mercado ainda está em fase muito especulativa. Se por um lado, a crise na Europa reduz os preços, a lei de oferta e procura deve impulsionar as cotações a partir de julho. ''A oferta de café de qualidade está aquém do esperado no Brasil e o mercado deve começar a reagir nos meses de setembro e outubro'', analisa.(M.F.)





