''Já chegamos ao fundo do poço, não há como ter preços mais baixos'', afirma Ronei Volpi, presidente da comissão do leite da Faep e vice-presidente do Conseleite. Ele espera uma reação de preços a partir deste mês.
Em janeiro o preço final, apontado pelo Conseleite foi de R$ 0,4378, para leite acima do padrão; R$ 0,3807 para o padrão e de R$ 0,3461 abaixo do padrão. As projeções para fevereiro apontam os seguintes valores: R$ 0,4390; R$ 0,3817 e R$ 0,3470. ''Há tendência de recuperação no Paraná e em outros Estados'', afirma.
Volpi destaca ainda que o momento é propício para ampliar as políticas do setor. Ele lembra que no ano passado o governo contribuiu com a liberação do EGF para estocagem do leite na safra, venda ou exportação na entressafra, como ocorreu com o milho.
Segundo Volpi, depois do episódio da Parmalat, que causou certa confusão ao setor leiteiro, o comportamento do mercado deve voltar a normalidade. O Brasil, para ele, é um país que tem potencial para ser grande exportador de leite e abastecer o mercado mundial, junto de países como a Argentina, Austrália, Uruguai e Nova Zelândia.
Já exsite, de acordo com o membro do Conseleite, experiências positivas na exportação de queijos e leite condensado. O que ainda atrapalha, avalia, são os subsídios que os países desenvolvidos proporcionam aos seus produtores.
Volpi acredita, que em breve, haverá mudanças nesse quadro a partir de discussões promovidas por alianças comerciais, como a Alca. ''O produtor tem que continuar fazendo a sua parte, se profissionalizando e evoluir nas relações com a indústria. O Conseleite é um bom exemplo'', conclui.

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