Preços devem ficar estáveis
Até o momento, 10% do milho já foi comercializado, ante 22% contabilizado no mesmo período do ano passado. Na média das últimas três safras, 16% dos grãos já haviam sido negociados. Juliana Yagushi, pesquisadora do Deral, explica que na safra passada, os bons preços pagos pela saca e a estimativa de quebra de safra nos Estados Unidos, confirmada meses depois, fez com que os produtores antecipassem as vendas. "O milho viveu um bom momento na safra passada", comenta a pesquisadora.
O preço do milho tem se mantido em patamares equilibrados. Por enquanto, estão cobrindo os custos de operação dos agricultores, segundo avalia Juliana. Na primeira semana de julho, o preço pago ao produtor paranaense ficou na casa dos R$ 20,30, contra R$ 19,98 referente à média de junho. No mesmo período do ano passado, o valor recebido pelo grão no sexto mês do ano foi de R$ 19,96.
Juliana comenta que a baixa oferta de milho no ano passado e a expectativa de quebra de safra nos Estados Unidos fizeram com que o valor da commodity ficasse aquecido. Em 2012, a saca do grão chegou a ser negociada a R$ 26,92, média de dezembro. Flávio Turra, gerente técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), destaca que o valor da saca segue positivo. Segundo ele, com o real desvalorizado, ficará mais fácil escoar a produção para o mercado interno, equilibrando a oferta e demanda.
Turra enfatiza que se houver um excesso de milho no mercado interno, a tendência é de redução no valor da commodity. As estimativas de embarque, segundo ele, não são nada boas. Segundo o gerente, o Brasil deverá exportar neste ano 17 milhões de toneladas de milho, contra 22 milhões de toneladas do ano passado. "Precisamos aumentar a demanda no mercado internacional. O Brasil tem de buscar novos mercados, como a China e o Japão", completa. (R.M.)





