Preços das máquinas estimulam tercerização
Preços das máquinas
estimulam tercerização
O melhor desempenho das colhedeiras de feijão abriram um bom negócio para os terceirizadores. Como a maioria dos pequenos e médios produtores não têm condições de investir mais de R$200 mil na compra de uma máquina, eles contratam os serviços de quem possui a colhedeira. No ano passado, a empresa de Arnold Bouwman, de Castro, foi responsável pela colheita de 1.200 hectares de feijão nos Campos Gerais do Paraná, com três máquinas.
A procura pela colheita mecânica varia de acordo com o preço do produto, explica Bouwman. Quando há uma queda de preços o agricultor prefere a contratação das máquinas, que reduz custos e os riscos da contratação de trabalhadores rurais. Em anos de preços bons ainda se dá preferência para o sistema semimanual de colheita. É que as colhedeiras apresentam um pouco mais perdas por hectare do que o arranquio, explica Bouwman.
No sistema tradicional, as perdas médias são de duas sacas por hectare. Na colhedeira mecânica esse índice sobe para três ou quatro sacas na mesma área. Com os preços baixos, o agricultor prefere perder uma saca a mais por hectare do que contratar mão-de-obra temporária. Quando o feijão está em alta vale a pena colher mais uma ou duas sacas por hectare. Em lavouras tecnificadas da Região Centro-Sul do Paraná a média de produção é de 40 sacas por hectare.
Como o feijão apresenta uma oscilação de preços significativa, a cobrança da terceirização do serviço nessa lavoura não é como outros setores da agricultura. Normalmente o terceirizador faz a colheita por um número determinado de sacas do grão. No caso do feijão, o serviço custa R$150,00 por hectare colhido, independente da produtividade. Se eu cobrasse por sacas no ano passado, quando ela estava R$60,00, teria ficado rico e este ano, em R$22,00, voltaria a ser pobre. (E.C.)





