Precocidade exige mudanças de manejo
Na Estância ToaToa, em Apucarana, o pecuarista Alfredo Baciotti de Lima cria 650 animais de diversas raças, entre elas Angus, Simental e Charolês. Integrante da Aliança dos Agropecuaristas do Norte do Paraná, ele irá fornecer, mensalmente, 20 cabeças para os supermercados parceiros do projeto. ''Manter a regularidade no fornecimento é o principal entrave, por isso, tive de modificar toda a estrutura da propriedade'', conta.
A principal mudança foi a diminuição no tempo de confinamento dos bois, que já estão prontos para o abate com 80 dias. Lima explica que esta precocidade é fruto de investimentos em melhoramento genético e alimentação animal.
Parte dos animais da estância é comprada e parte é criação própria do pecuarista. A compra, ressalta Lima, é selecionada e todos os descendentes são frutos de cruzamento industrial. ''Os animais selecionados são mais caros, mas apresentam rendimento 20% maior'', calcula.
No pasto, reforça o produtor, fêmeas e bezerros recebem uma suplementação alimentar a base de cana. Já no confinamento, os animais são alimentados com silagem e ração a base de milho, farelo de algodão, uréia, sulfato de amônia, sal mineral e calcário calático.
Alfredo Lima acredita que o pecuarista precisa mudar para garantir lugar no mercado. Para ele, as alianças são ferramentas importantes para a comercialização e não devem ser feitas somente em momentos de crise. ''Hoje, o pecuarista está desagregado de tudo e precisa se unir com todos os elos da cadeia para ter sucesso na atividade'', conclui. (M.G.)





