Outro problema do milho este ano foram os preços dos insumos. O produtor deixou de investir na compra de sementes de boa qualidade, que este ano teve uma alta média de 60% nos preços. ''Quase todos os insumos utilizados no plantio do milho safrinha estão caros e como o clima continua desfavorável, os produtores deixaram de investir'', justificou a técnica do Deral, Vera Zardo. O resultado da falta de investimentos está refletido nas lavouras de porte baixo, vulneráveis ao ataque de lagartas e o desenvolvimento vegetativo não está bom. De forma geral, metade das lavouras está de ruim a médio.
A situação do milho é grave. Na região Oeste, a área caiu 31% em relação ao ano passado e a produção deve ser 43% menor. Na região Sudoeste, a quebra de 46% na produção já é irreversível. Naquela região, o plantio é iniciado no mês de dezembro, e a estiagem de fevereiro frustrou as lavouras, sendo a primeira quebra de produção já registrada pelo Deral. ''Cada dia que passa, as perdas podem aumentar''.
No Paraná, a cultura do milho safrinha vem se caracterizando como um ano de boa safra e outro não, constatou a técnica do Deral. Por isso, os produtores não estão desanimando com o plantio que aumentou mais de 30% nos últimos cinco anos. Desde 2001, o produtor ganhou um estímulo a mais para plantar quando o milho ganhou o mercado exportador, alternativa de comercialização deu liquidez à cultura. Diante dessa opção, o produtor vem preferindo plantar a soja na primeira safra e o milho na segunda safra.

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