A queda do preço do feijão foi determinante na redução da área plantada na terceira safra do Paraná, cujo plantio começa agora. A cultura deve ocupar 13 mil hectares e resultar em 11 mil toneladas do produto. A área segue a tendência da safra da seca – de dezembro a fevereiro – que teve uma redução de 32% da área cultivada, alcançando 150 mil hectares. O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual de Agricultura, já havia registrado queda na área na safra principal de 2006, plantada nos meses de setembro e outubro. O feijão ocupou 408 mil hectares, o que representou uma diminuição de 12% em relação à safra anterior.
  Depois das safras positivas dos últimos cinco anos, com boa produção e preços, o valor da saca registra quedas importantes. De acordo com Margorete Demarchi, técnica do Deral, na última segunda-feira, a saca do feijão carioca foi comercializada por R$ 42,00 e o feijão preto por R$ 34,00. ‘‘Nesta mesma época no ano passado, o carioca era vendido por R$ 77,00 (45% maior que o preço atual) e o preto por R$ 47,00’’, compara. Atualmente, o preço mínimo do carioca é R$ 47,00.
  Em julho de 2006, quando os produtores fizeram a opção pelo plantio de feijão, relembra a técnica do Deral, a grande oferta do produto determinou a redução de 12% da área plantada. Foram colhidas 551 mil toneladas de feijão, produção 15% menor em função do excesso de chuvas.
  Margorete destaca que os programas sociais do governo federal contribuíram para os bons resultados das safras de feijão dos últimos cinco anos. ‘‘A distribuição de alimentos para comunidades pobres em todo o Brasil aumentou a demanda pelo produto, um dos principais componentes da cesta básica e da dieta da população.’’ A produção é quase totalmente destinada ao consumo interno. Das 3,6 milhões de toneladas colhidas no país, 3,3 milhões são consumidas pelos brasileiros.

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