Preço do feijão tem queda acentuada
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sexta-feira, 04 de maio de 2007
Raquel de Carvalho<br>Reportagem Local 
A queda do preço do feijão foi determinante na redução da área plantada na terceira safra do Paraná, cujo plantio começa agora. A cultura deve ocupar 13 mil hectares e resultar em 11 mil toneladas do produto. A área segue a tendência da safra da seca de dezembro a fevereiro que teve uma redução de 32% da área cultivada, alcançando 150 mil hectares. O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual de Agricultura, já havia registrado queda na área na safra principal de 2006, plantada nos meses de setembro e outubro. O feijão ocupou 408 mil hectares, o que representou uma diminuição de 12% em relação à safra anterior.
Depois das safras positivas dos últimos cinco anos, com boa produção e preços, o valor da saca registra quedas importantes. De acordo com Margorete Demarchi, técnica do Deral, na última segunda-feira, a saca do feijão carioca foi comercializada por R$ 42,00 e o feijão preto por R$ 34,00. Nesta mesma época no ano passado, o carioca era vendido por R$ 77,00 (45% maior que o preço atual) e o preto por R$ 47,00, compara. Atualmente, o preço mínimo do carioca é R$ 47,00.
Em julho de 2006, quando os produtores fizeram a opção pelo plantio de feijão, relembra a técnica do Deral, a grande oferta do produto determinou a redução de 12% da área plantada. Foram colhidas 551 mil toneladas de feijão, produção 15% menor em função do excesso de chuvas.
Margorete destaca que os programas sociais do governo federal contribuíram para os bons resultados das safras de feijão dos últimos cinco anos. A distribuição de alimentos para comunidades pobres em todo o Brasil aumentou a demanda pelo produto, um dos principais componentes da cesta básica e da dieta da população. A produção é quase totalmente destinada ao consumo interno. Das 3,6 milhões de toneladas colhidas no país, 3,3 milhões são consumidas pelos brasileiros.


