Preço do boi gordo deve reagir
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de dezembro de 2002
Cláudia Barberato<br> Reportagem Local 
Todo começo de mês traz a expectativa de aumento de consumo da carne, atribuído ao recebimento dos salários - dezembro tem ainda o pagamento do 13º -, com reflexos nas cotações da arroba do boi gordo. Mas, um possível aumento de consumo agora, servirá apenas para firmar as cotações da arroba. O mercado do boi segue fraco desde meados de novembro, quando a arroba chegou a valer R$ 60 em São Paulo e R$ 59 no Paraná. Nos últimos dias a arroba caiu até R$ 4,00 em algumas praças, caso do Paraná.
Segundo o zootecnista Fabiano Tito Rosa, analista da Scot Consultoria, não há excesso de oferta de animais no mercado para explicar a queda nas cotações e sim um menor consumo de carne, reflexo do baixo poder aquisitivo da população.
Os frigoríficos estão com dificuldades de colocar a carne no mercado atacadista. Mas o analista acredita que o mercado tende a se firmar na primeira quinzena desse mês. ''Se melhorar é possível uma reagida de R$ 1 a R$ 2 na arroba''.
A melhora no preço do boi gordo vai depender de quanto vai aumentar o consumo. A expectativa é que as festas de encerramento de ano nas empresas e o 13º salários impulsione o mercado. Também contribui para isto a atitude dos pecuaristas em reter um pouco mais os animais no pasto (beneficiado pelas chuvas) na espera de preços melhores.
O analista prefere trabalhar com a tendência de que o preço da arroba deverá ''parar de cair''. A possibilidade de voltar a se praticar preços de novembro é remota, segundo Tito Rosa. Mais perto do Natal e Revéillon o consumo deverá se voltar para carnes mais tradicionais do período.


