Preço diferenciado para o boi
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sexta-feira, 22 de agosto de 2003
Reportagem Local 
O pecuarista está recebendo R$ 2,00 por arroba de animais que tenham sido previamente identificados, rastreados e certificados. A novidade agora é que além disso, o Ministério da Agricultura, através da Câmara Setorial da Carne, está trabalhando no sentido de estabelecer uma remuneração diferenciada para o produtor pela classificação de carcaça. Vão entrar, num primeiro momento, os seguintes fatores: o peso do animal, o sexo, a idade e a condição de gordura. O animal que reunir os seguintes requisitos: mais de 16 arrobas, menos de dois anos, mais de 3 milímetros de gordura e com rastreabilidade vai atingir um ganho extra de 8% sobre o preço base da Esalq.
O médico-vetreriário e empresário Marcelo Vezozzo, explica que, para atingir essas condições nós precisamos de ter um produto originário do cruzamento industrial. O casamento do zebu com o gado europeu, desde que trabalhando com uma genética correta, irá atingir esse mercado que está sendo reconhecido e que vai ter preço diferenciado.
''Se o pecuarista já estiver capacitado para produzir esse animal com essas características (menos de 2 anos, mais de 16 arrobas e 3 milímetros de gordura) ele está habilitado a se beneficiar do mercado'', afirma Marcelo. Se ele não atingiu essas condições - observa -nós temos hoje a equipe de profissionais experientes que através do Extralim, Araucária e o INDEP (Instituto Nacional de Desenvolvimento Agropecuário) tem condições de orientá-lo a atingir esse objetivo. Ele vai conseguir uma remuneração extra por um produto feito na sua propriedade tanto na parte genética como na parte de manejo''.
O controle total da cadeia da carne é o que pretende o Ministério da Agricultura e Pecuária com o programa de rastreabilidade. O Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov) permitirá o rastreamento da carne bovina, possibilitando ao consumidor conhecer a qualidade do produto.


