Preço da soja tem pequena queda neste início de março
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sexta-feira, 07 de março de 2003
Reportagem Local 
A ausência de maior atividade no mercado da soja na semana do carnaval contribuiu para esfriar os preços. Entre os preços de fechamento do dia 28 de fevereiro, sexta-feira, e os da última quinta-feira, dia 6, houve recuo de R$ 2,00, em média (ver gráfico).
Os fatores determinantes, porém, foram o avanço da colheita no Brasil-Central e no Paraná, e um cenário mundial de muita produção, além da redução das exportações norte-americanas, como ''episódio mercadológico efêmero'', na definição de alguns analistas. O câmbio esteve bem comportado no meio da semana (na quarta-feira o comercial fechou em R$ 3,552/3,554; o paralelo, R$ 3,550/3,610).
As informações de que a China está trocando a soja norte-americana pela soja da América Latina não foram suficientes para contrapor a tendência de baixa esta semana. É que a China está propensa a negociar com a Argentina - que oferece soja mais barata - não descartando restabelecer negociações com o Brasil, já que as intenções de novos contratos esbarraram na soja transgênica.
Apesar do recuo no mercado nos últimos dias, o preço, em dólar, em fevereiro deste ano (US$ 11,77/saca), ainda está bem acima da média de fevereiro do ano passado (US$ 9,22/saca). Na próxima semana vai ser possível projetar o preço de março deste ano para uma comparação com março do ano passado (US$ 8,76/saca).
Até sexta-feira da semana passada, cerca de 50% da soja desta safra já havia fixado preço, isto é metade da produção está com a comercialização empenhada, conforme informou esta semana o analista de mercado, Stael Prata Silva, da FNP, de São Paulo. No Paraná a comercialização antecipada está mais lenta, cerca 25%.
Stael Prata também observou que o pregão da Bolsa de Chicago - que voltou a registrar baixas no meio da semana - foi marcado por uma preocupação: traders e operadores de grandes fundos de commodities estão de olho na China que quer trocar a soja norte-americana pela soja argentina e, possivelmente, a brasileira.


