Preço da carne suína no embalo
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sábado, 20 de novembro de 2010
Erika Zanon<BR>Reportagem Local 
O mercado de suínos tem registrado uma escalada nos preços nas últimas semanas O reajuste tem relação principalmente com a alta da carne bovina Além disso, nos meses de novembro e dezembro o consumo de carne aumenta, refletindo diretamente na oferta e na demanda Segundo dados da Scot Consultoria, a arroba suína estava em R$ 68, na quinta-feira, ultrapassando os 5% de aumento nas últimas semanas
Os valores da carne suína, segundo Alex Lopes da Silva, zootecnista e consultor da Scot, estão alcançando os índices históricos de 2008, quando a arroba passou de R$ 70 Ele afirma que a alta tem influência direta da alta da carne bovina - cuja arroba chegou a alcançar R$ 115 nos últimos dias - porque suíno e frango são opções alternativas de proteína ''A demanda é crescente nessa época do ano, o que também interfere no preço'', observa
Por conta disso, Silva acredita que os preços dos suínos continuarão aquecidos mesmo que o preço da carne bovina sofra uma redução Dados da Scot apontam, por exemplo, que no início do mês a carne bovina com osso estava em R$ 9, o quilo, e caiu para R$ 8,70, na quinta-feira Já a carne suína passou de R$ 5,20, o quilo, para R$ 5,60, no mesmo período Segundo ele, os consumidores ficaram um pouco assustados com a alta do boi e ainda está ocorrendo uma migração para outras proteínas O levantamento da Scot tem como referência os preços no estado de São Paulo, que serve de base para o mercado brasileiro
Paraná
No Paraná, o preço do suíno em pé recebido pelos produtores em outubro foi de R$ 2,59 o quilo, registrando alta de 33,3% em relação ao mesmo mês de 2009 Conforme Ana Paula Brenner Busch, médica veterinária do Departamento de Econômia Rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Deral/Seab), em 2010, analisando o período de janeiro a outubro, houve aumento de 20% no preço do suíno em pé, em relação ao mesmo período em 2009 Já o preço do boi gordo registrou crescimento de 4,54%
Segundo ela, o que explica essa diferença no aumento dos preços é que quando há descarte de matrizes de boi o reflexo da falta de animais se apresenta 36 meses depois, enquanto que o descarte de matrizes suínas tem um reflexo mais rápido, em torno de oito meses Ana Paula acredita, por sua vez, que o preço alto do boi vai se manter por mais tempo do que o do suíno por conta dessa diferença em se recuperar as matrizes
Ela concorda que nas últimas semanas o preço da carne suína vem sofrendo reajustes e o reflexo pode ser o preço do boi, que disparou no mercado Mesmo com essa alta dos suínos, que deve perdurar até o final do ano, a técnica do Deral não recomenda que produtores invistam na ampliação da produção de matrizes porque daqui a oito ou dez meses pode ocorrer uma grande oferta de suínos no mercado


