Preço compensador
De acordo com o engenheiro agrônomo Márcio Sasso, no ano passado foram plantados 280 ha de feijão em Mauá. A produtividade do município é de 40 sacas/ha e o custo da cultura, 22 sacas/ha. Esse valor não inclui o custo variável com mão-de-obra e depreciação, por exemplo, que acaba diluído por todas as culturas, ressaltou o produtor Sérgio Higashibara. O preço pago ao produtor compensa se superar R$ 30 por saca de 60 quilos. Na última safra, eles venderam o produto a R$ 45. Conforme Sérgio, a comercialização é ágil. O produto sai da máquina para o caminhão.
Ao iniciar uma nova cultura, Sasso lembra que o produtor deve se informar sobre o manejo adequado. O feijão não admite erro na adubação, disse. Em Mauá da Serra, os agricultores plantam a variedade Iapar 81, mais tolerante a doenças e a variações de temperatura. Também realizam o tratamento de sementes com fungicidas, inseticidas e micronutrientes.
A adubação de cobertura é feita de 10 a 20 dias após a emergência das plantas. O fungicida é aplicado aos 25 dias, entre 30 e 35 dias e após a floração. O produtor deve observar a lavoura atentamente para controlar as pragas. Como é uma cultura de risco, é preciso redobrar os cuidados, avaliou.





