A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), encaminhou aos presidenciáveis, no início da campanha um documento sobre as principais reivindicações do agronegócio brasileiro. Luiz Cornacchioni, executivo da entidade, afirma que uma das reivindicações é a melhoria do sistema de logística e infraestrutura, principalmente voltado para o escoamento da safra. "Precisamos de governança", observa o executivo.
Segundo o executivo da Abag, o custo médio nacional para transporte de soja é de US$ 82 por tonelada, índice muito maior se comparado ao valor do escoamento nos Estados Unidos, que é de US$ 26 por tonelada. "Tudo o que se ganha no Brasil da porteira para dentro é perdido no transporte", lamenta Cornacchioni.
Ele revela que o próximo presidente deve focar também na realização de acordos bilaterais, seguro de renda, aprovação de novas moléculas para determinados produtos, segurança jurídica, questões trabalhistas, entre outros temas relacionados ao setor que, em sua opinião, emperram o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. "Todos os candidatos receberam este documento", completa o executivo da Abag. Ele destaca que os três candidatos à frente nas pesquisas estão alinhados com algumas reivindicações do setor.

Seguro Rural
Com o objetivo de reduzir os prejuízos com catástrofes naturais, o seguro rural também entrou na pauta dos presidenciáveis. No mês passado, o jornal O Estado de São Paulo realizou na capital paulista um debate com representantes de Dilma, Marina e Aécio.
O engenheiro agrônomo Alexandre Mendonça de Barros, representante do candidato Aécio Neves, disse que um plano de garantia de renda ao agricultor será o pilar básico do governo tucano. Da mesma ideia compartilhou o biólogo João Paulo Capobianco, que representou Marina Silva. Capobianco completou que o seguro rural deve cobrir mais do que prejuízos com catástrofes climáticas.
O atual secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Seneri Paludo, representante da presidente Dilma Rousseff, afirmou que o órgão trabalha em um projeto para que o produtor possa acessar o mercado de opções, instrumento este que funcionaria como garantia de renda em um cenário de preços baixos. (R.M./Com agências)

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