O produtor rural que possuir estoque de BHC ou de alguns dos outros 11 pesticidas proibidos tem seis meses para declarar às autoridades e se livrar das punições, conforme determina a lei. Já quem ignorar o prazo poderá ser multado e responder por crime ambiental. O diretor de saneamento ambiental da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), Jorge Callado, observa que ainda não foram comprovados danos graves, ''mas o risco existe e é iminente''.
Primeiro, serão recolhidas as quantidades identificadas no Norte e Noroeste, que serão incineradas no Rio ou São Paulo. Ninguém deve manipular os venenos. A coleta será feita por pessoal especializado. O custo de mais de R$ 1 milhão deverá ser dividido entre o Governo do Estado, associação das indústrias fabricantes e Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP).
O passo seguinte é identificar onde estão as mais de duas mil toneladas. A intenção é fazer a destruição de cerca de 200 toneladas por ano.
O secretário executivo do Conselho Estadual do Meio Ambiente, Paulo Roberto Castella, admite que quando o BHC foi proibido o produtor ''foi colocado como refém'' porque não teve a contrapartida governamental. Agora, com a aprovação da lei, ele garante que o problema será resolvido.
Conforme Castella, a lei deve ser regulamentada nos próximos dias. Ao mesmo tempo, os formulários a serem preenchidos pelos produtores também chegarão aos Municípios dentro de cerca de 10 dias. (L.A.)

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