Prazo de vacinação chega ao fim
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sexta-feira, 17 de maio de 2002
Cláudia Barberato Reportagem Local 
Termina na segunda-feira, dia 20, o prazo para vacinação do rebanho bovino e bubalino contra a febre aftosa. Quem não vacinar os animais será autuado e pagará multa de R$ 56,90 por cabeça. Se for reincidente a multa dobra. O aviso é do coordenador da Defesa Sanitária Animal (DSA) da Secretaria de Agricultura do Paraná (Seab), Felisberto Queiroz Baptista. A expectativa da Seab é que todo o rebanho (entre 9,5 a 10 milhões de cabeças) seja vacinado nesta primeira etapa da campanha. O segundo período de vacinação deverá acontecer em novembro.
No Paraná não há indicativos da falta da vacina, como aconteceu no começo da campanha, em 1º de maio, em outros Estados brasileiros. O Paraná faz parte dos circuitos Leste e Oeste que começam no Estado e vão até Tocantins, no Norte, e em Sergipe, no Nordeste. Em alguns dos Estados destes circuitos o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), nos casos em que ficou comprovada a falta de vacinas para atender toda a demanda, autorizou a prorrogação da campanha. Em alguns locais o prazo poderá ser estendido até dia 30 de junho.
Quem vacinou deve provar
O compromisso do pecuarista não é somente vacinar os animais, avisa Baptista, mas também comprovar o manejo junto a unidade veterinária da Seab mais próxima de sua propriedade. Para isso existem duas opções. A primeira é contratar um vacinador oficial que será o responsável em comprovar a vacinação.
A segunda opção começa na compra da vacina. O pecuarista já deve ter preenchido o formulário com a declaração do rebanho e outros dados sobre sua propriedade para um recadastramento junto a Seab. Além disso, deve apresentar nas unidades da Seab a comprovação do recolhimento de taxa de R$ 0,25 por cabeça vacinada, recurso que será destinado ao Fundo de Desenvolvimento Pecuário (Fundepec) e anexar a nota fiscal de compra da vacina.
O custo do vacinador oficial varia, de acordo com Baptista, de região para região, e é decidido junto aos conselhos de pecuária municipais espalhados em 153 unidades em todo o Paraná. Há regiões onde o trabalho de vacinação é voluntário, feito por estudantes das áreas de veterinária ou zootecnia, de colégios agrícolas, entre outros. O pecuarista pode usar também um vacinador do setor privado.
Segundo Baptista, o grau de conscientização sobre a importância de vacinar contra a aftosa tem aumentado nos últimos anos. Hoje o pecuarista está mais informado sobre a importância de vacinar, sobre os fatos que ocorrem fora do Brasil onde já foi preciso dizimar grandes rebanhos com a aftosa e não se arrisca tanto. Há também o fator econômico que pesa muito. Ele sabe que o Estado e o País estão procurando ocupar espaços no mercado externo da carne e que também podem ter seus produtos valorizados internamente se ofertarem carne de qualidade.
Dados do MAPA indicam que em 2001 o Brasil exportou R$ 2,8 bilhões em carnes. O Ministro da Agricultura Pratini de Moraes garantiu que a carne brasileira é reconhecida como produto de qualidade, sanidade, a base de bois alimentados com pasto e que o produto conquista mais espaço no mercado externo a cada dia. Daí a importância de permanecer livre de barreiras sanitárias, caso de países onde existe a febre aftosa, que impedem a comercialização no exterior.


