Práticas que vão construindo a fertilidade do solo
O produtor não faz chover, por isso deve utilizar as tecnologias disponíveis para garantir os resultados, afirma Antônio Bodnar, agrônomo da Emater que atua na região de Arapongas. O técnico sustenta que o agricultor, com essas práticas, vai construindo a fertilidade do solo. O plantio direto, segundo pesquisadores, é uma ferramenta fundamental do agricultor. A palhada mantém a umidade do solo e favorece a fertilidade.
A cultura do produtor brasileiro precisa ser modificada, segundo Bodnar. Ele deve trabalhar com a média dos ganhos. Se ele se preocupar apenas em garantir ganhos altos, pode não ter sucesso, afirma. Ao atender apenas a pressão de mercado e a expectativa de um resultado positivo, estará sujeito a surpresas, como a que ocorreu este ano.
Bodnar afirma que o produtor definiu a safra de verão deste ano motivado pelos resultados da soja e milho ano passado. Adiantou o plantio da soja, com variedades super precoces, contando com a possibilidade da safrinha de milho. Porém, suas expectativas foram frustradas com a seca, que provocou grandes perdas.
O técnico da Emater defende que se o produtor trabalhar com a perspectiva de ganhos médios, estará garantido a sua permanência na atividade. Ele terá um solo produtivo e estará protegido de surpresas desagradáveis. Atuando com segurança, as chances de ganhar aumentam, diz.
Numa época em que os preços de insumos tiveram uma grande alta, o produtor se beneficia dessas tecnologias. A rotação de culturas é aliada também no controle de pragas e doenças porque permite a manutenção dos inimigos naturais.
A diversificação é outra prática há muito propagada como vantajosa e que, segundo Bodnar, também deve ser programada. O produtor pode definir quatro ou cinco explorações na sua propriedade, de acordo com sua atividade principal, afirma.
Quem planta café, por exemplo, pode manter uma granja para a produção de esterco. O produtor de grãos pode plantar aveia no inverno para fazer cobertura. Mas, segundo Bodnar, como alguns produtores brasileiros são imediatistas, não optam pela cultura se o preço do trigo estiver compensando. (R.C.)





