Prática traz benefícios para agricultores assentados
A técnica desenvolvida pelo cafeicultor Américo Figueiredo Neto tem servido para melhorar as condições de cultivo e de vida de produtores de um assentamento em Alvorada do Sul, região norte do estado. O professor Maurício Ursi Ventura, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), há três anos desenvolve projeto consorciando o guandu com o café naquela localidade.
''Os agricultores estavam descapitalizados, mas insistiam nas culturas de soja e trigo, apesar de não possuírem as máquinas necessárias'', relata Ventura. Segundo ele, os assentados foram incentivados a diversificar, investindo em bovinocultura de leite e cafeicultura, Dessa forma, garantem renda diária com a produção de leite e ganhos anuais com o café.
Nos primeiros anos de implantação, os cafezais ficam protegidos pelos túneis de feijão guandu, que chegam a alcançar os três metros de altura. Pode ser implantado simultaneamente ao cafezal, obedecendo algumas regras, ou mesmo em áreas recém-plantadas.
Como não é uma planta perene, após um ou dois anos, o guandu pode ser substituído pela leucena, leguminosa que continua cumprindo a função do guandu, protegendo o cafeeiro. ''A vantagem da leucena é que como é perene, pode ser manejada'', diz Ventura.
O professor da UEL afirma que no início o projeto não despertou o interesse de muitos agricultores do assentamento. Mas o êxito da iniciativa fez com que outros produtores adotassem a prática. ''As vantagens são muitas: diminui custos, protege contra os excessos de frio e calor e ainda pode ser usado na alimentação do gado. O feijão é ainda um excelente alimento para a família'', descreve Ventura. (R.C.)





