Praga ameaça pupunha brasileira A Lethal Yellowing (MLQ), ou ‘‘amarelecimento letal do coqueiro’’, foi constatada na América Central e no Peru ArquivoProdução de mudas deve ser feita com sementes selecionadas Essa praga ataca todas as palmáceas e também gramíneas e outras plantas. A região de Yurimáguas, Peru, é a principal fornecedora de sementes de pupunha sem espinhos no mundo, e fornece inclusive para produtores do Brasil, onde as palmáceas têm importância econômica e social. Em vista disso, a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura proibiu a importação daquelas sementes, visando preservar as palmáceas nacionais e também garantir as exportações brasileiras de vegetais, pois muitos países só importam de países que oficialmente declaram não ter aquela praga. No ano passado foram apreendidas e queimadas mais de 80 toneladas de sementes que estavam entrando ilegalmente por Manaus. Posteriormente a SDA resolveu autorizar a importação de sementes do Peru, porém de regiões onde não se verificava a ocorrência da praga mortal. Outra exigência é que atendessem determinados requisitos como virem acompanhadas de certificados de origem e fitossanitário, bem como entrarem no Brasil sómente por via aérea e através de aeroportos internacionais com estrutura para essas verificações. Problemas Segundo o produtor de sementes Carlos Antônio Moura de Toledo, ‘‘o problema das sementes importadas é que lá os comerciantes de sementes não têm campos de produção próprios; quem faz a colheita são os índios. Não se tem conhecimento da data da colheita, das condições de transporte, se receberam sol, se desidrataram, qual foi o tratamento recebido; uma incógnita total’’. Toledo comenta ainda que, com as sementes nacionais não fiscalizadas, ‘‘é comum sermos surpreendidos por uma germinação com espinhos na sua quase totalidade’’. Além de não receberem tratamento nenhum, disseminam uma série de fungos fitopatogênicos. ‘‘Nossa situação é diferente; em nosso Campo de Produção toda matriz é identificada, especificando individualmente como foi sua produção. Na seleção havendo dúvida, a semente é excluída’’, afirma Toledo. Ele completa, afirmando que depois de tratada, a semente é posta a secar na sombra, porém a secagem é sómente superficial, para que ela não desidrate e não perca o poder de germinação; a embalagem é em baldes plásticos com tampa, trava e lacre. Além de todas as informações na etiqueta, acompanha um atestado de garantia da semente fornecida pelo responsável técnico do produtor e vistado pela entidade certificadora. Garantia Segundo Toledo, sua plantação de sementes está registrada no Ministério da Agricultura, e além disso a empresa tem convênio com a Embrapa, para oferecer sementes selecionadas e tratadas, bem como embalagem adequada. ‘‘Mesmo as sementes que vinham do Peru, consideradas as melhores, quando aqui chegavam, ao serem tratadas pelo menos 30% delas boiavam na solução de tratamento, sem poder de germinação’’, comenta. O produtor explica ainda que no ano passado ocorreu um fenômeno em toda Amazônia na época da floração dos frutos da Amazônia: excesso de chuva causado pela La Ninã. Em decorrência disto houve uma queda quase total na produção dos frutos de pupunha. ‘‘Para se ter uma idéia, um produtor de Manaus, Imar César de Araújo ([email protected]), teve uma perda de 98%. Nós tivemos uma perda de 95%. Somados, nós produzimos apenas 1.500kg de sementes nesta safra’’, diz. Segundo Toledo, ele e Imar César de Araújo são os únicos produtores de sementes de pupunha no País com registro no Ministério da Agricultura. Para mais informações sobre pupunha, os interessados podem consultar Legislação no site do INPA - Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia www.inpa.gov.br/pupunha) e também nos seguintes endereços : [email protected] e [email protected]

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