A primeira aliança surgiu em 1999, em Guarapuava, como resposta ao programa estadual do novilho precoce, criado em 1993. Segundo o zootecnista Luiz Fernando Brondani, o projeto que não deu certo porque os pecuaristas estavam mais preocupados em produzir do que em vender. ''A qualidade da carne não foi valorizada e o preço era diferenciado para menos, pois os frigoríficos estavam interessados na quantidade de animais e não na qualidade da carne'', diz.
Com o sucesso da Aliança Mercadológica do Novilho Precoce de Guarapuava, houve a quebra de um antigo paradigma. ''Os próprios frigoríficos perceberam que os pecuaristas estavam se organizando e que poderiam ser concorrentes em potencial e começaram a boicotar as alianças'', aponta.
Seguindo o exemplo dos produtores de Guarapuava, em 2001 foi criada uma nova aliança, a QI Carnes, em Paranavaí. ''Hoje, a aliança se transformou em uma cooperativa de carnes, a primeira do gênero no Paraná, e além de atender parte da demanda do Estado, quer iniciar o processo de exportação para Portugal'', ressalta o zootecnista da Emater.
Em 2004, quatro outras alianças foram formadas: a Bonno, de União da Vitória, a Blue Beef, de Maringá, a Padrão Beef, de Cascavel, e Novicarnes, de Pato Branco, que também se tornou cooperativa recentemente. As duas últimas iniciativas, a Caiuá Carnes, de Umuarama, e a Quality Carnes, de Apucarana, começaram suas atividades no ano passado. ''A vantagem da associação é que os pecuaristas além de venderem juntos, podem comprar insumos e equipamentos em parceria, o que diminui ainda mais os custos de produção, aumentando assim a margem de lucro do produtor'', explica Brondani. (M.G.)

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