''Com a produção de madeira na mesma área de pastagem, aumenta a renda por unidade de área'', afirma Vanderley Porfírio-da-Silva, pesquisador da Embrapa Florestas. Segundo ele, o uso eficiente da terra em sistemas silvipastoris é entre 20 e 40% superior ao de pastagens convencionais. ''As árvores contribuem para a captura de nutrientes e umidade do solo em diferentes profundidades, estabelecendo uma relação positiva de custo/benefício'', informa.
Nos sistemas silvipastoris, as árvores são reponsáveis pela conservação do solo, pelo controle da erosão e pela ciclagem de nutrientes. A utilização da radiação solar também é mais eficiente do que em pastagens em monocultivos. O sistema contribui ainda para a fixação de gás carbônico com menor emissão de óxido nitroso e gás metano pelos ruminantes.
''As áreas de pastagem terão sua produção e sustentabilidade favorecidas pela melhoria ambiental e economia de recursos, decorrentes do aumento da vida útil dos pastos'', acrescenta Porfírio.
Tanto o leite, a carne, o couro e a madeira produzidos em sistema silvipastoril são considerados ecologicamente corretos e podem ser vendidos com valor agregado. ''Uma ótima oprtunidade para o produtor investir no marketing do produto'', sugere.
Segundo ele, o Paraná conta hoje com cerca de 8 mil hectares de pastagens arborizadas. Em 2002, esse número era de apenas 4,2 mil hectares. ''A madeira, principalmente a plantada e certificada, só perde para a soja em termos de exportação. É um dos sete commodities ambientais com amplo mercado para os produtores rurais explorarem'', avalia. (M.G.)

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