PR reassume liderança na produção de grãos
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sexta-feira, 03 de março de 2006
Mauro Zafalon<br>Folhapress 
São paulo - A safra de grãos volta a quebrar no Paraná neste ano. Mesmo assim, o Estado reassume a liderança na produção nacional de grãos, perdida para Mato Grosso no ano passado.
As adversidades climáticas têm castigado o Paraná nos últimos anos. Após ter registrado safra recorde de 30,4 milhões de toneladas em 2003, a produção recuou para apenas 22 milhões de toneladas no ano passado.
Para este ano, as estimativas iniciais eram de 29,3 milhões, volume que não deve ser confirmado mais. A seca, que castigou o Estado entre dezembro e janeiro, deve fazer a safra deste ano recuar para 25,2 milhões de toneladas, segundo Dirlei Antonio Manfio, do Setor de Previsões de Safras do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.
Desta vez, o milho é o grande responsável pela perda de safra no Paraná. Dos 4 milhões de toneladas previstos de quebra, 2,1 milhões serão de milho, acima do 1,8 milhão de soja.
As novas estimativas de perdas financeiras dos produtores paranaenses, devido à quebra de safra, indicam R$ 1,5 bilhão, acima dos R$ 1,39 bilhão previstos no relatório de janeiro.
A quebra do milho foi maior porque a seca ocorreu exatamente no período de maturação do produto. Já a lavoura de soja, com o retorno das chuvas no final de janeiro, teve pequena recuperação em algumas áreas do Estado.
As regiões mais prejudicadas na safra de milho foram as de Pato Branco (39%) e Ponta Grossa (38%). No caso da soja, Francisco Beltrão (47%) e Toledo (36%) lideram as perdas.
O Deral divulgou também a primeira estimativa para a safra de inverno deste ano. Serão cultivados 1,5 milhão de hectares e a produção estimada fica entre 3,32 milhões e 3,65 milhões de toneladas, informa Manfio.
A maior área desse período será ocupada com trigo -1,07 milhão de hectares-, cultura que deverá render 2,7 milhões de toneladas.
Já safrinha de milho, com área prevista de 971 mil hectares, deverá render 3,4 milhões de toneladas. Analistas estimam que, se as chuvas continuarem favoráveis, o produtor será incentivado a plantar mais milho.


