O Paraná deu mais um passo para garantir posição de destaque na avicultura de corte nacional e mundial. No II Encontro Técnico promovido na semana passada pela Unifrango Agroindustrial, em Maringá, o vice-governador e secretário estadual da Agricultura, Orlando Pessuti, anunciou a aplicação de um Programa de Regionalização Sanitária da Avicultura no Estado.
O objetivo do projeto é padronizar ações sanitárias preventivas, capazes de minimizar impactos econômicos, sanitários e sociais em casos de doenças que prejudiquem as exportações brasileiras. Na prática, as medidas buscam isolar o Paraná em caso de suspeitas de doenças infecto-contagiosas, em especial a Influenza Aviária e a Newcastle, evitando a propagação e garantindo a continuidade das vendas ao mercado externo.
Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, o novo programa dará tranquilidade às 30 empresas instaladas no Estado. Ele informa que o País e o Paraná têm realizado todos os procedimentos necessários para evitar contaminações, como a suspensão de visitas de estrangeiros às unidades produtoras e a observação do prazo de quarentena para brasileiros que visitam regiões afetadas.
''A proposta de ajuste da estrutura de fiscalização e prevenção beneficia não só as empresas, mas toda a sociedade, pois protege os mais de 60 mil empregos diretos e 500 mil indiretos que dependem da avicultura paranaense'', afirma Martins.
Para Orlando Pessuti, a regionalização sanitária garante estabilidade à economia nacional como um todo. Segundo ele, sem a regionalização, os prejuízos com o surgimento de doenças chegariam a R$ 72 bilhões distribuídos por toda a cadeia avícola brasileira.
A Unifrango responde hoje pelo abate diário de 1,6 milhões de frangos criados entre Londrina e Umuarama. Por dia, são tratados cerca de 2 milhões de pintainhos nos seis incubatórios ligados à associação, que reúne 19 empresas avícolas do Paraná.
Segundo Pedro Henrique Oliveira, gerente executivo da Unifrango, a associação centraliza a compra de matéria-prima e a venda do frango abatido pelas empresas associadas, além de organizar os procedimentos de sanidade das propriedades.

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