O Paraná está discutindo as estratégias da segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa que será realizada de 1º a 20 de novembro. Desde o mês passado representantes da Secretaria de Agricultura e dos Conselhos Municipais e Intermunicipais de Sanidade Agropecuária estão fazendo reuniões para discutir as estratégias da próxima etapa de vacinação. A próxima reunião será no dia 4, em Curitiba.
Segundo o coordenador da área de Defesa Sanitária Animal (DSA), da Secretaria da Agricultura, o veterinário Felisberto Baptista, essa reunião deverá reunir 600 pessoas. Outros seis encontros regionais estão programados entre os dias 22 e 24 de outubro e 150 reuniões municipais entre os dias 15 e 26 de outubro.
Comprar e vacinar De acordo com Baptista a estratégia básica da próxima campanha estará baseada em dois pontos: a comprovação da compra de vacinas por parte dos pecuaristas, junto aos escritórios da Seab, e a ampliação do programa Agulha Oficial. Neste programa serão usados os vacinadores contratados pelos conselhos municipais, treinados pela Seab, para fazer chegar a vacina até as propriedades que têm dificuldades no acesso do medicamento ou mesmo na aplicação da vacina.
Segundo o coordenador da DSA, a dificuldade de atingir 100% dos animais com a vacinação, ocorre em pequenas propriedades, com rebanhos pequenos, onde o pecuarista não tem o devido esclarecimento sobre a necessidade da imunização do rebanho. Parte dessas propriedades estão localizadas no Oeste e Sudoeste do Estado.
Falta esclarecimento ''Muitas vezes o produtor, por falta de esclarecimentos, julga que não é relevante vacinar de três a quatro cabeças; ter que viajar até a cidade para comprar a vacina. Um animal infectado, no entanto, pode criar um problema para o Estado inteiro, derrubar o preço e impedir a comercialização de animais ou de produtos de origem animal dentro e fora do País e causar forte impacto na economia,''avisa o veterinário. Este ano será intensificado o trabalho de vacinação junto aos rebanhos criados nas fronteiras com o Paraguai e Argentina, onde recentemente foram descobertos focos da doença.

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