Segundo a assessoria da Copel, em Curitiba, a classificação do cliente como residencia rural ocorre por determinação do fisco. Isso porque há muitas propriedades que não se classificam como produtivas e sim áreas de lazer, e que não teriam o direito ao subsídio concedido à agricultura. A comprovoção da atividade agrícola se faz com laudo da Emater ou do Incra. Nessa reclassificação a tarifa cai em quase 50%.
Até 2003, quando foi implantado o programa federal ''Luz para todos'', os produtores arcavam com parte dos custos de instalação. O número de cadastros rurais era de 19 mil. Com o novo programa, os materiais de instalação são custeados pelos governos federal e estadual, além da Copel. Atualmente, existem 45 mil solicitações em andamento (licitação, execução e conclusão).
A ordem de atendimentos não segue a de cadastramento, pois há grupos considerados prioritários, como as aldeias indígenas, assentamentos e quilombolas. A luz já chegou a 95% das comunidades indígenas e a 63% dos assentamentos. A Copel não tem a porcentagem das quilombolas, pois há grupos que não se cadastram como tal. A assessoria não soube informar se está mantida para 2008 a conclusão dos atendimentos dessas solicitações. Houve, segundo informaram, modificação no orçamento que, por cálculos do Ministério de Minas e Energia, era de R$ 3,6 mil. O valor atual por instalação é de R$ 5 mil.
Quanto aos altos valores pagos inicialmente pelos produtores de Sapopema, a assessoria indica duas hipóteses: o grupo estar inscrito no primeiro programa, com participação nos custos, ou excesso de consumo. Famílias rurais também podem se beneficiar do programa ''Luz Fraterna'', em que não são cobradas taxas. É preciso seguir algumas regras, como consumo mensal de até 100 KWh, comprovação de baixa renda e estar inscrito em algum dos programas socias do governo federal, como bolsa-família e bolsa-escola. (C.G.)

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